Dikembe Mutombo, lenda da NBA e integrante do Hall da Fama do basquete, falece aos 58 anos.
- Eduardo Rocha
- 30 de set. de 2024
- 2 min de leitura
Congolês é o segundo jogador com mais tocos na história da liga americana e foi eleito All-Star em oito oportunidades. Ele tratava um câncer no cérebro
Considerado um dos melhores jogadores de defesa da história e membro do Hall da Fama do basquete, Dikembe Mutombo morreu aos 58 anos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30). Nascido em Kinshasa, na República Democrática do Congo, o ex-pivô disputou a NBA entre 1991 e 2009. Tornou-se o segundo jogador com mais tocos na competição, foi eleito All-Star em oito ocasiões e, já aposentado, virou embaixador global da liga americana. Ele tratava um câncer no cérebro desde 2022.
Mutombo foi selecionado pelo Denver Nuggets na quarta posição do Draft de 1991 e ficou na franquia até 1996. Depois, passou por Atlanta Hawks (1996 a 2001), Philadelphia 76ers (2001 a 2002), New Jersey Nets (2002 a 2003), New York Knicks (2003 a 2004) e Houston Rockets (2004 a 2009).
Ao longo da passagem pela NBA, distribuiu 3.289 tocos, a segunda maior marca da história da competição – só atrás de Hakeem Olajuwon, com 3.830. Esses números e a excelente proteção ao garrafão fizeram com que Mutombo ganhasse o prêmio de melhor defensor da liga quatro vezes (1995, 1997, 1998 e 2001). O congolês ainda foi eleito All-Star em oito oportunidades e teve a camisa 55 aposentada por Nuggets e Hawks.
Após se despedir das quadras, Mutombo colheu os frutos da carreira de sucesso e recebeu o cargo de embaixador global da NBA. Também se dedicou a trabalhos humanitários, algo que já fazia na época de jogador. Em 2007, inaugurou um hospital em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, e o batizou com o nome da mãe, Biamba Marie Mutombo.
Veja o comunicado de Adam Silver:
"Dikembe Mutombo era simplesmente maior que a vida. Na quadra, ele foi um dos maiores bloqueadores e defensores da história da NBA. Fora dela, dedicou seu coração e alma para ajudar os outros. Não havia ninguém mais qualificado do que Dikembe para servir como o primeiro embaixador global da NBA. Ele era um humanitário em sua essência. Adorava o que o basquete poderia fazer para ter um impacto positivo nas comunidades, especialmente na sua terra natal, a República Democrática do Congo, e em todo o continente africano.
Tive o privilégio de viajar pelo mundo com Dikembe e ver em primeira mão como a sua generosidade e compaixão animaram as pessoas. Ele sempre esteve acessÃvel nos eventos da NBA ao longo dos anos – com sorriso contagiante, voz grave e o gesto clássico com o dedo que cativou fãs de basquete de todas as gerações. O espÃrito indomável de Dikembe continua naqueles que ele ajudou e inspirou ao longo de sua vida extraordinária. Sou uma das muitas pessoas cujas vidas foram tocadas pelo grande coração de Dikembe e sentirei muita falta dele.
Em nome de toda a famÃlia da NBA, envio minhas mais profundas condolências à esposa de Dikembe, Rose, e aos seus filhos; seus muitos amigos; e à comunidade global do basquete que ele realmente amava e que também o amava"




